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    quarta-feira, 19 de setembro de 2012

    Trabalhadora homossexual assumida consegue indenização por desrespeito no trabalho

    Uma trabalhadora procurou a Justiça do Trabalho dizendo que era constantemente humilhada e constrangida pelo patrão em razão de sua opção sexual. Por essa razão, pediu o pagamento de indenização por danos morais. O caso foi submetido à apreciação do juiz substituto Mauro Elvas Falcão Carneiro, em atuação na Vara do Trabalho de Lavras.

    A reclamante trabalhava em um restaurante e apresentou como testemunhas um ex-colega de trabalho e um cliente do estabelecimento, que confirmaram ter visto o representante da ré constrangendo a trabalhadora em razão de sua condição sexual. Segundo relataram as testemunhas, nas ocasiões presenciadas ela foi chamada de veadinho e sapatona, o que a deixou envergonhada a ponto de chorar. O cliente disse ainda ter visto o representante da ré comentando sobre a sexualidade da empregada com um vendedor de doces que tem ponto próximo ao restaurante.

    Por outro lado, o reclamado sustentou que a própria empregada pedia para ser chamada de João pelos colegas. No entender da empresa, isso demonstra que não havia preconceito e assédio moral. Mas o julgador pensa diferente. Apesar de as testemunhas levadas pelo restaurante terem relatado que a colega gostava de ser chamada de João, contando que chegava até mesmo a levar um órgão genital masculino de brinquedo para o trabalho, isso não significa que não merecesse respeito. Para o magistrado, o tratamento dirigido à trabalhadora, inclusive na frente de terceiros, era ofensivo e causou dano moral. Ainda que a própria reclamante agisse de modo a reforçar sua condição de homossexual, direito que ela tem.

    A questão do comportamento da reclamante foi levada em consideração apenas para a fixação do valor da indenização. Embora repudiando a conduta do empregador, o julgador considerou que a trabalhadora agia de uma maneira que poderia acabar estimulando a ação danosa. Para o magistrado, isso de forma alguma, justifica a conduta praticada pelo representante do réu. Mas não pode ser deixado de lado na hora de fixar o valor da reparação.

    E foi sopesando todos essas particularidades do caso, bem como a capacidade financeira das partes, a gravidade dos danos e o caráter punitivo-pedagógico da indenização por danos morais, que o juiz sentenciante decidiu condenar o restaurante a pagar indenização no importe de R$ 2.000,00, valor equivale a 03 meses de salários da reclamante. A reclamada recorreu, mas o recurso não foi recebido, uma vez que o pagamento das custas foi feito fora do prazo. O processo aguarda a análise do agravo de instrumento interposto pela ré.

    (Número do processo não informado pela fonte oficial)

    Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região

    sexta-feira, 7 de setembro de 2012

    Comunidade homossexual protesta contra concessão de título de cidadão soteropolitano a Silas Malafaia


    por Mariele Góes
    Comunidade homossexual protesta contra concessão de título de cidadão soteropolitano a Silas Malafaia
    Foto: Reprodução
    A concessão do título de cidadão de Salvador ao pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, causou indignação à comunidade homossexual da capital baiana. A homenagem, concedida pela Câmara Municipal, foi proposta pelo vereador Heber Santana (PSC), membro da Igreja Batista Missionária da Independência e integrante da bancada evangélica no Legislativo da capital baiana, e está programada para o dia 27 de setembro. O Grupo Gay da Bahia (GGB), mais antiga entidade do gênero em atividade no país, posicionou-se contra a entrega do título ao evangélico, conhecido por sua postura homofóbica. “Não há justificativa para a concessão do título, considerando que o homenageado não prestou relevantes serviços para a sociedade baiana”, explicou Luiz Mott, presidente do GGB. A entidade iniciou, nas redes sociais, uma campanha para que a cidadania soteropolitana não seja concedida a Malafaia. Além da mobilização na internet, o GGB também pretende tomar medidas formais. “Vamos mandar um ofício para a presidência da Câmara dos Vereadores arguindo o não cumprimento das condições regimentais para a concessão do título”, explicou Mott. Segundo o regimento da Casa de Leis, o título deve ser entregue a quem nasceu fora de Salvador e prestou relevantes serviços ao município. Os militantes homossexuais argumentam que o pastor “não oferece currículo compatível com a homenagem”. Caso o pedido não seja atendido, o protesto deve se estender até à porta da Câmara. “Primeiro vamos tentar cancelar esse título por não ser merecido. Contudo, em último caso, vamos reunir toda a comunidade LGBT para protestar e demonstrar a nossa indignação”, afirmou o líder do GGB.

    Médico acusado de castrar homossexual

    Um médico australiano membro de uma seita religiosa foi acusado de castrar quimicamente um homossexual. O crime ocorreu em 2008 e, agora, o médico perdeu a licença para exercer medicina.

    foto LIONEL BALTEIRO/GLOBAL IMAGENS
    Médico acusado de castrar homossexual
    A vítima, cuja identidade não foi revelada, terá recorrido aos serviços do médico Mark Christopher James Craddock, 75 anos, para se "curar" da sua homossexualidade, segundo explicam os meios de comunicação locais.
    Um líder da exclusiva seita Brethren Christian, da qual a vítima e o médico também faziam parte, é que terá aconselhado os serviços de Craddock ao paciente, uma vez que este lhe poderia dar um medicamento que o ia curar.
    O jornal "Sydney Morning Herald" explica que, numa consulta que durou cerca de 10 minutos, Craddock receitou acetato de ciproterona ao paciente sem ter em conta o seu historial clínico e sem o submeter a um exame prévio.
    O acetato de ciproterona é utilizado para tratamento do cancro da próstata e em distúrbios graves nos homens. A redução da libido e impotência sexual são alguns dos efeitos secundários da utilização deste medicamento. Agora, o médico foi acusado de castrar quimicamente o seu paciente e proibido de exercer medicina.
    Craddock acabou por admitir perante as autoridades médicas, em junho, a veracidade destes factos e também afirmou que, além de não encaminhar a vítima para um psicólogo, não alertou o paciente para os efeitos secundários do medicamento.

    Fonte: JN

    sábado, 2 de junho de 2012

    Filme sobre homossexualidade com Glória Pires afasta patrocinadores

    Fonte: 180 graus


    Um diretor renomado que já teve filme até indicado ao Oscar. A protagonista é uma das atrizes mais disputadas do cinema nacional com uma carreira invejável por muitos. O roteiro tem como tema central a história de amor entre duas figuras importantes para a história do Rio de Janeiro e da literatura internacional. Com todos esses atributos é fácil imaginar que a produção do filme “Flores Raras”, dirigido por Bruno Barreto e com Glória Pires no elenco, não teria problemas para a captação de patrocínios.

    No entanto, o longa-metragem enfrenta fortes barreiras nesse sentido. “Não conseguimos um tostão de nenhuma empresa privada”, afirmou Bruno, durante coletiva de imprensa de apresentação do filme, nessa quinta-feira (31), no Hotel Pestana, na Zona Sul do Rio.

    Isso acontece porque o filme tem como tema central o relacionamento homossexual entre duas mulheres: Elizabeth Bishop (interpretada por Miranda Otto), poetiza americana que ganhou o prêmio Pulitzer, e Lota Macedo Soares (Glória Pires), arquiteta carioca dos anos 50 que idealizou e supervisionou a construção do Parque do Flamengo. O roteiro é baseado no livro “Flores Raras e Banalíssimas” de Carmem Lucia de Oliveira.

    “Quando apresentamos o projeto para as empresas, dizem que a história é linda. Mas na hora de dar a resposta, tiram o corpo fora alegando que não podem atrelar a imagem da empresa a esse assunto. Nunca esperei passar por isso em pleno século 21 e num país que se diz de mente aberta”, contou Paula Barreto, da LC Barreto Produções.

    O orçamento total do longa-metragem – que começa a ser rodado no dia 11 de junho – é de aproximadamente R$ 13 milhões, mas até o momento, só R$ 9 milhões foram captados através do do do BNDES, de instrumentos estatais, e da Globo Filmes, Telecine e Imagem Filmes. "É a primeira vez, em 50 anos da nossa produtora, que vamos começar a rodar um filme sem o orçamento fechado. Mas esse era o único período disponível para as atrizes gravarem. Espero que o Eike Batista, o messias do Rio, e outros investidores que olhem para nosso projeto”, disse ela.

    Elenco não quer levantar bandeiras

    O filme terá 98% das falas em inglês e vai se concentrar na história de amor das duas mulheres, que viveram um romance homossexual abertamente, na época da ditadura militar. “O filme conta a história de uma pessoa fraca e alcóolatra [Elizabeth], que vai ficando cada vez mais forte por saber lidar com as perdas, e de outra, Lota, que é forte mas vai ficando fraca por não saber lidar com isso. É uma história de amor única”, disse ele.
    "Elas se amaram e viveram juntas os momentos mais importantes de suas vidas. Bishop ganhou o Pulitzer quatro anos depois de estar com Lota. E Lota fez o parque do Flamengo, que é uma das melhores obras do mundo. Por muito tempo elas cresceram juntas, depois começaram a crescer em direções opostas".

    Para retratar melhor o drama, Glória Pires e Miranda Otto, conhecida por sua atuação em “Senhor dos Anéis”, ainda encenarão um beijo e uma cena de sexo, mas Barreto fez questão de salientar que será uma cena discreta, para não tirar o foco da trama. “ O tema central não é a preferência sexual delas. Tratamos o assunto com naturalidade e tomamos cuidado para não sermos pudicos. Existe uma cena de sexo, de quando elas fazem amor pela primeira vez, mas é para ilustrar a relação delas. O brasileiro se diz muito liberal, mas na verdade, somos conservadores”, afirmou.

    Mesmo não querendo levantar bandeiras, Glória espera que o filme abra a cabeça dos espectadores. “Todo preconceito vem da falta de conhecimento. Sempre que se coloca um assunto na roda, ele é debatido e isso é bom. Espero que o longa sirva para que essas pessoas vejam a temática de outra forma e não fiquem tão preocupados com a opção sexual de cada um”, afirmou.

    O elenco de "Flores Raras" ainda conta com a atriz norte-americana Tracy Middendorf, que atuou recentemente nas séries "Boardwalk Empire" e "The Mentalist". Tracy interpretará Mary, que vivia com Lota antes de Bishop aparecer na vida da arquiteta. A produção, que tem estreia prevista para 2013, será rodada no Rio de Janeiro, Pedro do Rio (Petrópolis), Nova York e Veneza.

    * Este artigo não representa necessariamente a opinião do site, sendo de inteira responsabilidade, assim como seu crédito total, do autor da matéria.

    Nanini sobre homossexualidade: “Não gosto de ter que colocar a estrela rosa”

    Fonte: IG

    Marco Nanini é o homenageado da 22ª edição do Cine Ceará, que começou nesta sexta-feira (1) e termina daqui uma semana. O ator esteve presente na abertura do festival e recebeu das mãos do diretor Luiz Carlos Barreto, em cerimônia realizada no Cine Theatro São Luiz, o troféu Eusélio Oliveira. Bem-humorado, Barreto disse que entregava a estatueta com desgosto. “Porque em 50 anos de produção nunca trabalhei com o Nanini”, afirmou o diretor. Nanini agradeceu e disse que se sentia honrado pela homenagem.

    Durante a coletiva de imprensa com o ator, que aconteceu pouco antes da cerimônia de abertura, Nanini foi questionado sobre o motivo pelo qual decidiu assumir sua homossexualidade publicamente (o ator fez a declaração em 2011) e foi taxativo: “Tive vontade. Foi a simplicidade que saiu (a declaração)”. E completou: “Também porque há uma questão de homofobia que vem crescendo e é perigosa. Que não precisa ter”.




    Foto: AgNewsMarco Nanini recebe o troféu Eusélio Oliveira no Cine Theatro São Luiz
    Apesar de ter falado sobre o assunto abertamente, o ator disse que prefere evitar rótulos. “Não gosto da história de você ter que colocar a estrela rosa. Acho isso cafona (risos). Você botar um crachá para dizer (que é homossexual). O que interessa se você é gay, gordo ou magro?”, ponderou ele, que disse ter evitado o tema até então por não ser seu “perfil”.

    “Havia sempre uma pressão de algum tipo de revista que precisa abordar esse assunto e eu não gosto de responder essa pergunta assim. Não é por nada, só não é do meu temperamento”, explicou. O ator reafirmou que o que o motivou foi a violência. “Achei que com esse momento de homofobia crescente eu precisava me colocar. Senti necessidade de me colocar. Era importante”, afirmou o ator.

    “Também o que que interessa o que um senhor de 64 anos faz embaixo das cobertas? (risos) Interessa que você não pode humilhar nenhuma criatura e nem bater com uma chave de fenda seja em quem for. Isso que é esquisito. Bater porque é isso ou aquilo. Discriminar porque é pobre, ou é burro, ou porque não tem cultura, ou porque tem”, finalizou.

    * Este artigo não representa necessariamente a opinião do site, sendo de inteira responsabilidade, assim como seu crédito total, do autor da matéria.

    sexta-feira, 1 de junho de 2012

    TJ decide a favor de casamento gay

    Fonte: Diário SP



    O Conselho Superior da Magistratura do Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu nesta quinta-feira a possibilidade de conversão da união estável homoafetiva em casamento.

    A decisão beneficia o casal formado por Charles Bulhões, 24, e Cauê Ricarte, 20, de Bauru. Os dois formam o primeiro casal da cidade a tentar a conversão, o que foi negado em primeira instância. Eles recorreram e ganharam.

    A decisão favorável foi unânime. “Temos mais uma importante vitória no duro caminho pelo reconhecimento da plena cidadania das minorias sexuais”, afirmou um dos advogados, Paulo Iotti. Charles e Cauê já comemoraram a união numa festa, ano passado. Eles precisaram enfrentar resistências iniciais ao namoro.

    Iotti é autor do livro “Manual da Homoafetividade. Da Possibilidade Jurídica do Casamento Civil, da União Estável e da Adoção por Casais Homoafetivos".

    * Este artigo não representa necessariamente a opinião do site, sendo de inteira responsabilidade, assim como seu crédito total, de quem o escreveu.

    Lanterna Verde, novo herói gay, voa para fora do armário

    Fonte: Veja


    Reprodução da HQ "Earth 2", em que o Lanterna Verde reaparece como gay
    Reprodução da HQ "Earth 2", em que o Lanterna Verde reaparece como gay (AP)





















    Forte, destemido, dono de um anel considerado a arma mais poderosa da galáxia e gay. O Lanterna Verde é o mais novo herói a voar para fora do armário, revelou nesta sexta-feira a DC Comics. O personagem, que apareceu nos quadrinhos pela primeira vez em 1940, vai reaparecer como gay no segundo número da HQ "Earth 2" (Terra 2). A revista será lançado nos Estados Unidos na próxima quarta-feira.

    A revelação virá junto com a reapresentação do super-herói em meio à "reinicialização" do universo ficcional DC no ano passado, quando a editora responsável pelas histórias do Super-Homem, Mulher-Maravilha, Batman e Robin, entre outros heróis, decidiu recomeçar a contar as aventuras de cada um deles do início, quando eram jovens.

    Tendência – Ao anunciar que o Lanterna Verde é gay, a DC confirma uma tendência que ganhou força recentemente nos quadrinhos e já está sendo chamada pela imprensa especializada americana de "explosão do orgulho arco-íris", em referência às cores da bandeira do movimento LGBT. Concorrente da DC, a Marvel Comics publicou na semana passada, na revista "Astonishing X-Men", um pedido de casamento do super-herói Northstar a seu namorado – a próxima edição da HQ mostrará o matrimônio dos dois heróis de mesmo sexo.

    Nem mesmo heróis ultrapopulares escaparam. Recentemente, o roteirista de HQ Grant Morrison afirmou que o Batman é gay. "Não estou usando o termo gay de modo pejorativo, mas a verdade é que Batman é muito, muito gay", disse à Playboy americana.

    A onda de heróis de quadrinhos saindo do armário ocorre exatamente depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

    * Este artigo não representa necessariamente a opinião do site, sendo de inteira responsabilidade, assim como seu crédito total, de quem o escreveu.

    Posição de Obama sobre casamento gay influi na opinião pública

    Fonte: Linha Aberta

    A declaração de apoio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao casamento homossexual pode ter levado alguns norte-americanos, especialmente negros e hispânicos, a reconsiderar sua oposição a isso, como revela uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta sexta-feira.

    Em 9 de maio, Obama se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos a se posicionar favoravelmente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Democratas, ativistas e outros viram nisso um marco nos direitos civis do país, enquanto líderes republicanos e conservadores cristãos criticaram Obama por inserir um tema tão polêmico na campanha eleitoral deste ano.

    A pesquisa pergunta aos entrevistados se eles são contra o casamento homossexual, se apoiam uniões civis homossexuais, se apoiam o casamento homossexual ou se não têm opinião formada.

    A manifestação de Obama parece ter tido impacto particularmente entre os afroamericanos. Antes de 9 de maio, 34 por cento dos negros se opunham ao casamento homossexual. Agora, só 23 por cento são contra.
    Nesse grupo, o apoio às uniões civis subiu de 19 para 28 por cento, mas o apoio ao casamento homossexual propriamente dito caiu de 31 para 29 por cento. O número de indecisos subiu de 16 para 21 por cento.
    "Os norte-americanos negros são um eleitorado crucial para o presidente com vistas a novembro, e essa mudança de atitudes é uma boa notícia para Obama. Se ele conseguir liderar e formar a opinião, ao invés de apenas reagir a ela, poderá governar mais efetivamente caso obtenha um segundo mandato", disse Julia Clark, do instituto Ipsos.

    Obama é o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

    Entre os hispânicos, maior minoria dos Estados Unidos, potencialmente decisiva em alguns Estados eleitoralmente estratégicos, o apoio ao casamento gay saltou de 46 para 51 por cento depois da fala de Obama. A oposição hispânica à prática caiu de 23 para 20 por cento.

    Entre os brancos, a oposição ao casamento gay caiu apenas dois pontos percentuais, de 27 para 25 por cento, e o apoio cresceu na mesma medida, de 39 para 41 por cento.

    A análise dos dados gerais da população, combinando os três grupos étnicos, não estava imediatamente disponível.

    Os dados foram recolhidos pela Internet, numa pesquisa feita diariamente pela Ipsos para a Reuters. Eles levam em conta todas as entrevistas feitas desde janeiro de 2012. A pergunta sobre o apoio ao casamento homossexual consta desde o início da série.


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    EXCLUSIVO: polêmica campanha faz votação para identificar homossexual apenas pela aparência

    Fonte: Mundoidão
    Uma campanha polêmica está convidando os participantes a votarem para tentar descobrir quem dentre cinco rapazes é homossexual. Isso apenas pela imagem dos candidatos, sem qualquer informação sobre a vida dos mesmos. A eleição ocorre no Facebook, e um vídeo no YouTube mostra imagens dos moços (veja abaixo).
    A ação é chamada de "Tu não me engana", e foi produzida no Rio Grande do Sul. Em contradição com o título da campanha, o slogan lembra que "as aparências às vezes enganam".
    Conforme um dos responsáveis, que pediu para não ter o nome divulgado, o objetivo é justamente reforçar que não deve haver um estereótipo do homossexual. Pelo contrário, qualquer um dos cinco atores pode ser gay, independentemente de cor, idade ou classe social.
    Os atores, segundo essa fonte, estão sofrendo preconceito pela participação no vídeo. Ele garante que um deles é realmente homossexual, mas a resposta não importa na campanha - e sim reforçar a necessidade de não rotular as pessoas.
    É mais ou menos alterar um pouquinho aquele ditado clássico e dizer que "quem vê cara, não vê (sic) opção (sexual)".

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    Glória Pires sobre papel homossexual: "Espero que as pessoas tenham curiosidade"

    Fonte: QUEM

    QUEM ONLINE; FOTOS CLAUDIO ANDRADE / REVISTA QUEM
      Claudio Andrade/Revista QUEM

    Glória abriu a coletiva contando que havia recebido o convite para fazer este filme há 17 anos atrás por Lucy Barreto. "Enfim chegou. Eu estava aguardando muito este momento e eu acho que hoje eu estou muito mais preparada. Nesta espera eu fui treinando meu inglês, fui me aperfeiçoando", afirmou. A atriz ainda fala sobre a importância do papel. "A Lota é uma personagem muito importante porque teve uma participação na vida do Rio de Janeiro. Ela é forte, ela é culta, ela é inovadora e estava a frente do seu tempo".

    Relação homossexual 

    O filme vai mostrar a relação homossexual que a personagem de Glória teve com a escritora Elizabeth Bishop, que será intepretada por Otto. Glória também comentou um pouco sobre o assunto. "Homossexualidade é um grande atrativo. Eu espero que as pessoas tenham a curiosidade, mesmo que aqui não esteja se discutindo isso, e sim o que foi a obra dela", disse sobre a importância de falar naturalmente sobre o tema.

    Quando questionada sobre como faria para não existir preconceito com o tema, já que ela é uma pessoa que tem uma marca muito forte no público e nas famílias, a atriz deu sua opinião. "Acho que preconceito é falta de conhecimento. Quando você coloca um assunto na roda, numa novela, num filme, isso se torna um debate e de alguma forma faz com que as pessoas estejam ligadas a esse assunto. Espero que elas não se preocupem com a orientação sexual dos outros", completou.

    Bruno Barreto, diretor do longa, também comentou o assunto e revelou que filmará a primeira cena de amor delas. "O foco não é a preferência sexual delas e sim o amor, como elas lidam com a perna. Foi muito importante saber lidar com isso para não ser pudico e não estar fora do assunto, porque foi uma realidade", disse sobre a relação das personagens. "É um amor natural, não tem porque ser escondido. É um amor sem pudor e a gente quis atrizes maduras justamente para lidar com isso de uma forma muito natural, pois esse não é o foco", acrescentou.
    Família de artistas
    Gloria também falou um pouco sobre o fato de seus filhos seguirem a carreira artística. "Eu nunca incentivei, nem nunca desanimei eles. Fazer novela é para profissional, as crianças que fazem novela são heroínas. É uma loucura e sobra pouco tempo para estudar. Lá em casa tudo foi acontecendo. A Antônia desde pequena tem uma visão cênica muito forte. Ela, dirigia e organizava cenário o tempo todo em casa", disse sobre a filha do meio. "A Ana, durante a gravação de "As Brasileiras", teve um coach acompanhando ela durante duas semanas e ela não me deixava ler. Ela treinou um pouco com o pai", contou sobre a menina de 11 anos. "E o Bento já disse que quer ser cantor e mágico, mas por enquanto ele só é super herói", brincou sobre o caçula de toda a família.

    A atriz disse que passou por um momento especial recentemente, onde por acaso ela, Ana e Cleo Pires trocaram de figurinos juntas, mas para projetos diferentes. "Foi um momento muito especial para nós três", disse. Ela também revelou estar muito animada para ver o remake de "O Tempo e o Vento" feito por Cleo. "Eu fiquei muito feliz e chocada e em saber que ela ia fazer um papel que foi meu ha vinte anos atrás. Estou muito ansiosa para assistir", completou. 


    Claudio Andrade

    Claudio Andrade

    Claudio Andrade

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    Estudo revela aumento do assassinato de homossexuais nos EUA

    Fonte: Veja


    O número de assassinatos de membros da comunidade homossexual, lésbica, bissexual, e transexual (LGBT) nos EUA, aumentou para 30 vítimas durante o último ano, número mais alto já registrado no país, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira.

    O aumento de assassinatos contrasta com a queda dos incidentes violentos motivados por preconceito, segundo a pesquisa publicada pela National Coalition of Anti-Violence Programs. O relatório avaliou os dados recolhidos em 16 estados, sobre os casos de ódio direcionados a comunidade LGBT e de pessoas afetadas pelo vírus da Aids.

    No entanto, Em Nova York, aconteceu um novo aumento de incidentes violentos motivados pela homofobia (terceira vez consecutiva), totalizando uma subida de 13% de acordo com o estudo.

    Entre 2009 e 2010, o aumento registrado em NY foi de 11%, de acordo com Sharon Stapel, diretora-executiva da organização. Stapel afirmou que os números em Nova York 'não podem ser ignorados' e que é preciso trabalhar em conjunto para pôr fim a violência.

    O relatório indica também que, da mesma forma que nos estudos anteriores, os transexuais e as minorias foram, de forma desproporcional, os mais afetados pela indiferença, atitudes hostis, má conduta e violência da Polícia de Nova York.

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    História do 1º partido homossexual da Argentina vira documentário

    Fonte: Terra



    A atividade militante e o crescimento dos "Putos Peronistas", o primeiro partido político homossexual da Argentina, chegou nesta quinta-feira aos cinemas do país com um documentário que busca quebrar preconceitos e apresentar um outro olhar dos grupos menosprezados.

    O filme "Putos Peronistas, Cumbia del Sentimento" aborda os fatos políticos mais ressonantes da Argentina nos últimos quatro anos sob a perspectiva peculiar desse movimento, que nasceu em 2007 na cidade de La Matanza e se estendeu por outras regiões argentinas.

    Em um país onde o peronismo governante se divide em várias facções, mas sabe manter seu papel na cena política, este movimento crescente aparece como uma consequência dos direitos que os homossexuais conseguiram nos últimos anos, entre eles a lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada em 2010.

    "O documentário é uma espécie de reality, já que não tem formato de entrevistas e acompanha as atividades do grupo em todas as atividades realizadas nos últimos quatro anos", explica à Agência Efe o diretor do longa-metragem, Rodolfo Cesatti.

    O filme conta com a participação dos próprios integrantes da organização política próxima ao governo argentino nos debates pela lei de audiovisual, aprovada em outubro de 2010, nos atos a favor das normas que habilitaram o casamento entre homossexuais e na mudança de gênero na certidão de identidade, validada neste mês pelo Parlamento.

    A participação do grupo nas passeatas do orgulho gay e no funeral do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) - falecido marido e antecessor da atual governante argentina, a peronista Cristina Kirchner - aparecem como pontos altos do filme.

    Tendo as atividades como foco principal, o longa aborda ainda o "trabalho territorial" do movimento, que visita periodicamente os "trabalhadores sexuais" em diferentes bairros. "Nestas visitas, o grupo fornece preservativos e conversam sobre a prevenção de doenças como a Aids", destaca Cesatti.

    "Muitas vezes, a única alternativa trabalhista para travestis e transexuais é a prostituição, na qual são marginalizados e agredidos. Por isso, nós reivindicamos politicamente um trabalho decente", ressalta a secretária-geral do partido em Buenos Aires, a travesti Diana Lavalle.

    "Empregos dignos ajudariam a acabar com a discriminação, os problemas de acesso à educação e, inclusive, os de moradia que essas pessoas sofrem", opina a ativista.

    O documentário também reflete casos de militantes do movimento que alcançaram um trabalho digno, como ocorreu com Iara, uma travesti que já foi prostituta e atualmente trabalha no Ministério da Justiça argentino.
    O longa-metragem, de 92 minutos, "propõe um íntimo acompanhamento da vida dos integrantes do grupo, de sua forma particular de difusão e sua militância por trás de sua convicção em direção ao peronismo", detalha um comunicado sobre a obra, que trata da dupla marginalização sofrida pelos membros do partido, tanto por serem homossexuais quanto por serem pobres.

    "Putos Peronistas, integrado por gays, travestis e transexuais, também busca uma reivindicação dos direitos de classes, levando em conta suas origens em La Matanza, um dos distritos mais pobres de Buenos Aires", ressalta Cesatti.

    "A ideia é mostrar outra perspectiva da diversidade dos setores mais desprezados", indica a secretária-geral da organização, que se estendeu a várias regiões das províncias de Buenos Aires, Santa Fé, Córdoba, Santiago del Estero e Neuquén.

    "Os protagonistas são gays, mas não é um filme somente para homossexuais. Trata-se de uma produção sobre militância, que espera mostrar os Putos Peronistas como seres politicamente pensantes e ativos, além da sexualidade", complementa Cesatti.

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    sábado, 12 de maio de 2012

    Mitt Romney voltar a opor-se ao casamento entre homossexuais

    Fonte: A bola


    Se Barack Obama disse, recentemente, ser a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, Mitt Romney, o mais sério candidato a representar o Partido Republicano nas eleições de novembro, recusa liminarmente a ideia.

    «O casamento deve ser a união entre um homem e uma mulher. Esta é a pedra angular dos princípios que sustentam a nossa cultura», disse. Já antes Romney tinha dito ser contra o casamento homossexual.

    Recorde-se que o seu partido é maioritariamente conservador, e, de forma geral, critica a homossexualidade, pelo apoiar esta causa poderia custar muitos votos a Romney.


    * A matéria em questão é de inteira responsabilidade dos seus criadores, assim como seu crédito total.

    Raul Castro apoia união homossexual, afirma sua filha

    Fonte: Terra


    A filha do presidente cubano Raul Castro, a sexóloga Mariela Castro, disse neste sábado que o pai apoia os direitos dos homossexuais, incluindo a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo. Mariela lidera na ilha uma cruzada contra a homofobia.

    "Ele fez algumas defesas quanto à necessidade de avançar nos direitos relacionados à orientação sexual e à identidade de gênero", afirmou, ao responder sobre se seu pai apoiava sua campanha para que o Parlamento legalize as uniões de pessoas do mesmo sexo.

    A sexóloga, que dirige o Centro Nacional de Educação Sexual, ressaltou que Raul Castro se "manifestou sobre o assunto em várias ocasiões", inclusive no congresso do Partido Comunista, em abril de 2011, e no Parlamento, além de outras pequenas reuniões.

    "O presidente de Cuba (...) tem falado sobre o tema, mas ele não tornou isso público, certamente faz parte de sua tática e estratégia", acrescentou Mariela, depois de liderar uma conga em massa (dança popular cubana de origem africana) contra a homofobia nas ruas de Havana. "Ele mesmo disse que, como socialismo, não podemos progredir se continuarmos a viver com esses preconceitos", relatou.

    Na terça-feira, durante a abertura da Quinta Jornada Cubana contra a Homofobia, que acontecerá até o final do mês, Mariela Castro disse esperar que neste ano o Parlamento aprove a legalização de casamentos homossexuais.

    A proposta não abrange o casamento, somente as uniões consensuais amparadas pela legislação. A homossexualidade, tradicionalmente estigmatizada em Cuba, foi reprimida após o triunfo da revolução de Fidel Castro em 1959, com internamentos em campos de trabalho e marginalização, principalmente nas décadas de 1960 e 1970. Raul Castro substituiu em 2006 seu irmão, Fidel.

    Em janeiro, a primeira Conferência Nacional do Partido Comunista concordou em acabar com toda forma de discriminação, incluindo contra a orientação sexual.

    * A matéria em questão é de inteira responsabilidade dos seus criadores, assim como seu crédito total.

    quarta-feira, 25 de abril de 2012

    O campeão da UFC, Anderson Silva, diz que é afeminado


    Anderson Silva, em foto de 2011
    o lutador é contratado da empresa de Ronaldo

    Quando as pessoas que gostam de luta vêem aqueles corpos musculosos, caras de animais prontos para luta na arena e um bate, rebate que gera cansaço, suor e sangue, não imaginam que um daqueles lutadores possa ser afeminado, gay, homossexual. Quando são mulheres musculosas no ringue, com as mesmas caras de feras prontas a atacar, ao contrário, as pessoas já pensam: só podem ser lésbicas.

    Preconceito difícil de ser eliminado de uma sociedade conservadora. Mas o fato de um homem ser homossexual ou afeminado não quer dizer que ele seja frágil. Nem o fato de ser mulher quer dizer que seja frágil e delicada. Há homossexuais em todas as esferas do desporto. Masculino e feminino. Mas reconheçamos que mudar um conceito é muito difícil.

    Mas quando o próprio atleta confessa sua sexualidade, aí sim, as pessoas acreditam, embora fiquem srupresas com a "descoberta". É o caso recente do lutador Anderson Silva, que diz, em seu livro auto-biográfico, que é afeminado e gosta de ficar cheiroso. Muito bem. Ele não disse que é homossexual. Talvez nem seja. Mas vai motivar muita gente a pensar e dizer que é. Nada muda, porém, o que já é uma boa coisa.

    Copiei matéria de hoje da Folha de São Paulo sobre o lutador e o lançamento do livro "Anderson Spider Silva", do jornalista Eduardo Ohata, daqui a pouco, numa livraria da BArra da Tijuca, no Rio. Leiam: 

    Uma das principais revelações da autobiografia do campeão do UFC Anderson Silva é o motivo de ele ser careca. Enquanto muitos pensam que ele raspa os cabelos para compor um personagem e assim atemorizar os adversários no octógono, o lutador explica que o visual tem a ver com um episódio ligado à vaidade. 

    "Sou um cara vaidoso. Meu cabelo, por exemplo, caiu quando passei Alisabel. Queria alisá-lo e ele começou a cair. Meu visual careca não tem nada a ver com as lutas. Tem gente que acha que raspo o cabelo para atemorizar os adversários. A verdade sobre meus cabelos é que eles caíram nocauteados pelo Alisabel!" 

    E, em um universo machista como é o caso das lutas, Anderson faz uma declaração ousada, quando diz que "sou meio afeminado". "Não falo do timbre de voz. Ele sempre foi horrível, de taquara rachada. O que digo é que todo homem é meio "afeminado", e eu sou mais que os outros. Passo creminho Victoria Secret, uso perfume, máscara antes de dormir." 




    * A matéria em questão é de inteira responsabilidade dos seus criadores, assim como seu crédito total.

    ‘Avenida Brasil’: homossexualidade de Roni ganha destaque

    Homossexualidade de Roni deve vir à tona em breve
    Fonte: Yahoo Tv
    Alguns mistérios começam a pipocar nas tramas secundárias de 'Avenida Brasil'. Um deles é a verdadeira orientação sexual do bonitão Roni (Daniel Rocha). Aos poucos, sem que ele mesmo queira, sua homossexualidade vem ganhando destaque, principalmente através das provocações de Suelen (Ísis Valverde).
    Na última semana, durante uma briguinha dos dois, a periguete fez as primeiras insinuações. "Eu fico com quem eu quero. Quer dizer, mais ou menos, porque se eu quiser você, né? Com você a parada é bem mais complicada", provocou.
    No capítulo da última terça-feira (24), a morena assanhada foi mais incisiva. "Fica com ciúmes de mim com o Leandro, não, bobo. Não é nada. Se você quiser, posso até te ajudar a pegar ele. Quer?", perguntou.
    Como já era de se imaginar, Diógenes (Otávio Augusto) não sabe de nada, mas, no capítulo que vai ao ar no dia 2 de maio, fica claro que em breve o assunto virá à tona. Pai e filho estão assistindo televisão quando Leandro (Thiago Martins) entra na sala e pede uma camisinha emprestada ao amigo.
    Roni, desafeto declarado de Suelen, o critica por estar caindo novamente nas garras da ex-vendedora. Diógenes defende Leandro. "A carne é fraca, filho, e eu não posso condenar o Leandro", comenta, lembrando que também caiu na tentação com a moça. "E você, hein, filhão, quando é que vai perder a cabeça por uma cachorrona?", questiona. Apreensivo, Roni muda de assunto rapidamente, cortando o pai.
    Será que Suelen está certa e é de Leandro que ele gosta? Na internet, os dois personagens já têm até um vídeo com música romântica.
    Mesmo com tantos indícios, não é certo que alguma revelação seja feita. Em entrevista ao jornal 'O Globo' na semana da estreia de 'Avenida Brasil', João Emanuel Carneiro afirmou que não sabia se a verdadeira orientação sexual de Roni seria revelada. "Não tenho obrigação de ter um gay na novela só porque todas têm", disse o autor ao jornal.
    E também vale lembrar que em 'A Favorita', último folhetim assinado pelo novelista, o personagem gay Orlandinho (Iran Malfitano) se entregou aos encantos de Céu (Deborah Secco).
    No caso de Roni, tudo vai depender do andamento da trama. Vamos aguardar ansiosos, até porque sair do armário com um pai tão machista não será nada fácil para o rapaz, tadinho!
    * A matéria em questão é de inteira responsabilidade dos seus criadores, assim como seu crédito total.

    Vitória: Pais e familiares de LGBT contarão com atendimento psicossocial em Vitória

    Fonte: Sua Cidade

    Assumir publicamente a homossexualidade traz muitas vezes preconceito e discriminação não só para o homossexual, mas também para sua própria família, que passa a sofrer com os estereótipos e rótulos negativos impostos pela sociedade.

    Ciente dessa situação, a Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos (Semcid) oferecerá atendimento psicossocial a pais e familiares de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

    O atendimento, proposto pela Gerência de Políticas de Promoção de Gênero e que começará em breve, visa preparar a família para enfrentar a homofobia nas relações sociais e esclarecer sobre a diversidade sexual, com a manutenção e fortalecimento dos laços familiares.

    Além disso, o grupo que fará o atendimento, quer contribuir com a diminuição das violências nas relações familiares, que muitas vezes acaba por transferir a violência sofrida no meio social e comunitário para suas relações íntimas, direcionada ao familiar homossexual.

    A equipe técnica será formada por um psicólogo e uma assistente social da Semcid, que atenderá os grupos de familiares, semanalmente, na Casa do Cidadão, todas as quintas-feiras durante o turno vespertino. Serão atendidos os familiares encaminhados pelo Grupo de Apoio a Familiares de LGBT e pelo Fórum LGBT.

    Para mais informações, basta ligar para a Gerência de Políticas de Promoção de Gênero, pelos telefones: 3382-5471 e 3382-6703.


    * A matéria em questão é de inteira responsabilidade dos seus criadores, assim como seu crédito total.

    Rafael Zulu fala sobre racismo, homofobia e demais preconceitos

    De jornalista de moda assumidamente homossexual a mecânico no horário nobre, Rafael Zulu, aos poucos, vai se firmando como um jovem  (e belo) ator de uma nova geração que surge, aos poucos, nas novelas da Globo. Mas,antes de qualquer aparição na telinha dos televisores em frente aos quais nos sentamos, Rafael é que passava grande parte do tempo estático, em frente a uma outra tela: a de um computador.Descubra esse 'mistério' do passado em nosso bate-papo com o ator...
    Heloisa Tolipan - Você se chama, na certidão, Rafael Gervásio dos Santos. O nome 'Zulu' remete automaticamente à beleza negra, por conta da tribo africana. Você que criou esse nome artístico tão legal?
    Rafael Zulu - Na verdade, uma amiga e atriz, Josie Pessoa, que me deu esse sobrenome, relutei num primeiro momento mas depois adotei!
    HT - Antes de ser ator, você estudava Telecomunicações. Qual foi o momento da virada, em que decidiu embarcar nessa nova carreira?
    RZ - Acho que ator nasce ator, ou melhor artista nasce artista! Decidi mudar tudo quando vi que não estava tão feliz sentado na frente de um computador somente!
    HT - Após viver na TV um crítico de moda, o que mudou em relação a sua visão sobre este universo, antes e depois dessa experiência em sua vida?
    Rafael Zulu sobre preconceitos: 'O nosso povo ainda tem uma cabeça fechada'
    Rafael Zulu sobre preconceitos: 'O nosso povo ainda tem uma cabeça fechada'
    RZ - Ainda bem que nunca fui um cara de ter preconceitos bobos quanto a cor, classe social, homossexualidade e coisas mais... Mas no processo de estudo para o personagem não mudei minha visão, mas me encantei com eles e vi o quanto é delicado e dificil ser homossexual num país como o Brasil! Finge-se aceitar, mas o povo ainda tem uma cabeça muito fechada!
    HT - Pois é, o Adriano, de 'Ti-ti-ti', era homossexual assumido. Em Fina Estampa, tivemos um personagem gay muito querido por todos, o Crô. O que falta para que o tabu-símbolo da imagem dos gays nas novelas, que é o beijo, seja superado?
    RZ - Falta pararmos de encarar o homossexual como um ser diferente, que não chora, não sofre, não sente dor... o dia que entendermos que somos iguais mesmo gostando de coisas diferentes, talvez isso acabe! Mas pelo visto isso ainda vai levar tempo!
    HT - E por falar no Adriano, que era um crítico de moda: muitos ainda afirmam que negros não são tratados igualmente na hora de escalar elenco na TV. Você acha que ainda rola essa diferenciação preconceituosa?
    RZ - Acho que avançamos nesse quesito! Hoje encontramos muito mais negros ocupando papeis de relevância nas tramas! Não sei como é o processo de escalção dos autores e diretores! Só acho que ainda não somos um produto que interessamos tanto nesse sistema televisivo!
    HT - E na vida real, você apoia ações afirmativas (como cotas em universidades) engendradas pelo governo?
    RZ - Apoio a cota social! Ou seja, aquela pessoa que não tem grana para finaciar seus estudos deve, sim, ter uma abono e um apoio do govero. Consequentemente muitos negros vão se enquadrar e sair ganhando como isso!
    HT - De colunista fashion a mecânico: você se considera um ator versátil?
    RZ - Sim, e acho que com estudo podemos ser versáteis sim, mas sobretudo me considero um ator que tem tido boas oportunidades! Muitos atores são versáteis mas, infelizmente, são sempre escalados apenas para  tirar a a camisa, ou só ser o galã, ou o empregado e assim vai...
    Sobre assédio da mídia: 'É consequência de ter escolhido a profissão que escolhi para mim'
    Sobre assédio da mídia: 'É consequência de ter escolhido a profissão que escolhi para mim'
    HT- E o assédio da mídia, como funciona? Há poucos dias, por exemplo, você foi apontado como novo affair de Fernanda Paes Leme, por exemplo.... Te incomoda a abordagem da imprensa especializada em celebridades?
    RZ - Não, claro que não me incomoda! É a consequencia de ter escolhido essa profissão para sobreviver! A mídia tem uma relação comigo (e eu com ela) muito bacana! Estabeleço sempre isso em cada entrevista!
    HT - Teatro e TV já estão marcados na sua carreira. Cinema está em seus planos?
    RZ - Está sim, esse ano tenho convites para dois longas!
    HT - Você se considera um cara vaidoso? Cuida do seu corpo? Pratica esportes?
    RZ - Sinceramente, não sou vaidoso não! Não pratico esporte e nem vou a academia!

    * A matéria em questão é de inteira responsabilidade dos seus criadores, assim como seu crédito total.
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