terça-feira, 17 de abril de 2012

Minhas mães e meu pai (The kids are all right) - 2010 + Crítica

Sinopse: Dois irmãos adolescentes, Joni (Mia Wasikowaska) e Laser (Josh Hutcherson), são filhos do casal homossexual Jules (Julianne Moore) e Nic (Annette Bening), concebidos através da inseminação artificial de um doador anônimo. Contudo, ao completar a maioridade, Joni encoraja o irmão a embarcar numa aventura para encontrar o pai biológico sem que as "mães" soubessem. Quando Paul (Mark Ruffalo) aparece tudo muda, já que logo ela passa a fazer parte do cotidiano da família.


Dirigido por Lisa Cholodenko
Com Annette Bening, Julianne Moore, Mark Ruffalo
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidade: EUA

Download: http://minus.com/mXlZ7wUv2/


Opinião (por brasilsempreconceito.com): Ai... Que missão falar desse filme... Mas vamos lá! Minha amada Julianne Moore sempre convencendo, of course, mas quem roubou a cena mesmo foi a atriz Annette Bening - ela realmente está incrível! O filme é cheio de esteriótipos, o que o enfraquece... O que poderia ser um filmaço muito bem explorado, passou a ser "assistível". O longa é a história de duas mulheres que são casadas e mães de um garoto e uma garota, gerados através de inseminação artificial. Quando o rapaz cresce, quer porque quer conhecer o bendito pai. Depois disso, ele passa a tentar fazer parte da família, e é aí que a confusão começa... Há muitas partes sem serem exploradas e o final é um pouco fraco. Realmente não merecia indicação ao Oscar, mas vai entender a cabeça dessas pessoas que escolhem um filme desses para concorrer... Mas tudo bem.

Nota. 6.

Spoiler (comentários sobre o filme, caso não o tenha assistido, não leia):
Quis assisti-lo mesmo porque me recomendaram... Mas já estava avisada de que me decepcionaria após ler a resenha da Lola Escreva Lola. A cena em que a personagem da Julianne Moore vai para a cama com o pai biológico dos seus filhos é terrível. Passa a impressão realmente de que tudo o que ela precisava era de um pênis. E aí cai no senso comum ridículo e idiota  de que a mulher "se torna" lésbica porque nunca teve uma noite de sexo boa com um homem, ou é falta de homem em geral. Pô, a mulher É lésbica, para começo de conversa, não se torna nada! E definitivamente não é por falta de homem, muito pelo contrário, se ela é lésbica, é justamente porque sente atração por mulheres e não quer saber deles no campo sexual. Ok, dito isso, segue a cena em que ela abaixa a calça do personagem interpretado por Mark e fica extasiada com a "novidade". Sim, dá vergonha alheia. E o que mais decepciona é o fato de que a roteirista é lésbica (WTF?). Depois de todo o rolo deles dois, a Jules diz a ele que não terá mais nada com ele (depois de a esposa dela descobrir todo caso, of course) porque é gay. (Really? Sabe que não pareceu?). O final não diz muito sobre nada... e a relação entre o pai e as crianças praticamente nem aparece. É bem superficial mesmo. O enfoque é quase todo no caso hétero de uma lésbica com o pai biológico dos filhos dela com outra mulher. E o que é o fato de elas assistirem a filmes pornôs gays? Peraí... Além de tudo, as duas precisam ver mais pênis para se excitarem? É... Estamos mal servidas de filmes de romance lésbico mesmo...

2 comentários:

FERNANDA CARVALHO disse...

ESTAVA SENTINDO FALTA DESTE FILME NA FILMOGRAFIA. NÃO CONCORDO COM ANOTA, POIS ACHEI MUITO BEM FEITO, COM ATUAÇÕES PRIMOROSAS, TANTO QUE CONCORREU AO OSCAR DE MELHOR FILME E A ATRIZ ANETTE BENING TAMBÉM CONCORREU, PERDENDO PARA TAMBÉM EXCELENTE ATRIZ NATHALIE PORTMAN POR CISNE NEGRO. RECOMENDO SEMPRE ESTE FILME. ABRAÇÃO.

Brasil Sem Preconceito on 18 de abril de 2012 14:06 disse...

Olá, Fernanda, tudo bom? Pois é, nunca falei mal das atuações, realmente foram muito boas, e a Anette Bening destacou-se bastante (a atuação dela foi primorosa). E eu, como amo a Julianne Moore, achei maravilhosa a sua participação, como sempre. Porém, o filme deixou muito a desejar, na minha opinião. Mas é apenas a minha opinião... Não sou crítica e nem nada do gênero, apenas falo o que sinto de cada filme, deixando sempre claro que o leitor não deve se guiar por uma ou outra opinião, pois cada um possui a sua e só pode obtê-la após assistir ao filme. Aliás, acho que filme vai muito além de críticas e opiniões, pois muitas vezes se confundem com o que estamos vivenciando no momento, e aí gera um novo significado. Já gostei de filmes que a crítica falou muito mal e vice-versa. Isso é normal. Cada um tem a sua visão, o que importa é o sentimento que se obtém a partir de cada longa. Beijos e volte sempre.

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